Muro de Berlim guardado por soldados: Reichert/AP/Arquivo
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“O comunismo acabou, mas o mundo não está melhor”: reflexões para uma nova agenda da esquerda a partir de Rosa Luxemburgo e Antonio Gramsci

O desafio para uma nova agenda de esquerda é retomar o patrimônio teórico-prático do marxismo numa perspectiva compatível com o estado capitalista democrático, mas que não descarta a revolução. Parafraseando as palavras de Lucio Magri: “O PCI morreu, mas a Itália não está melhor”, podemos dizer: “o comunismo acabou, mas o mundo, e a esquerda, não estão melhores”
Nápoles, Itália
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Com o fim da Guerra Fria e a queda do muro de Berlim em 1989, os think tanks orgânicos à nova ordem “neoliberal”, hegemonizada pelos EUA, celebraram o “fim da história” e o triunfo histórico definitivo do capitalismo, do livre mercado e da democracia representativa, capazes de derrotar todos os inimigos ideológicos após o 1989 (FUKUYAMA, 1992). A “época de ouro” da humanidade (HOBSBAWM, 1994), marcada pela intervenção do Estado nacional democrático na desigualdade social e econômica, estava abrindo o caminho ao predomínio do neoliberalismo.

Uma das consequências políticas deste processo foi a derrota histórica da esquerda. Como afirma Lucio Magri, intelectual e exponente de ponta da esquerda radical italiana nas décadas de 1960 e 1970, fundador do jornal Il Manifesto, acompanhando o processo histórico de transição do Partido Comunista Italiano (PCI), o maior partido comunista do Ocidente, para o Partido Democrata da Esquerda (PDS), no início da década de Noventa, logo depois a implosão da União Soviética, a esquerda perdeu um patrimônio teórico e uma experiência histórica que marcaram o século XX, o qual não pode ser associado apenas aos totalitarismos e as guerras mundiais da primeira metade, com sua carga de mortos e tragédias, mas tem que ser associado também à segunda metade do século, caracterizada por uma colaboração virtuosa entre democracia e comunismo em direção de um avanço dos direitos sociais e trabalhistas no mundo ocidental (HÖFLING, 2001, p. 31; MAGRI, 2009, p.15).

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Nesta perspectiva, o trabalho do sociólogo marxista alemão Claus Offe é ainda hoje uma referência fundamental na área das políticas públicas, de cunho social, implementadas pelo Estado Capitalista – liberal ou democrático – contemporâneo para a sociedade de classe. Tentando compatibilizar o estado “ético” hegeliano com o marxismo, de acordo com uma tradição de estudos alemã sobre o Estado social (RITTER, 2011), o Estado de Offe é “ético” quando freia o avanço do capitalismo e das relações de classe por ele produzidas, implementando políticas públicas sociais no combate à desigualdade, uma vez que no mundo ocidental sob o controle do imperialismo norte-americano não são dadas as condições materiais para a revolução. Na mesma linha teórica de Offe (embora com algumas importantes diferenças), Adam Prezworsky reflete sobre a ação coletiva dos movimentos sociais, dos sindicatos e dos partidos comunistas e socialistas no avanço dos direitos trabalhistas pela via democrática e participativa depois do fim da Segunda Guerra Mundial (PREZWORSKY, 1985).

Trata-se de um patrimônio de reflexões que é preciso retomar. A esquerda ficou longamente parada na reelaboração do comunismo estalinista. É um aspecto crucial, e precisamos limpar o campo das hipocrisias e falsidades. Desde a década de 1950, após a morte de Stalin até o fim da União Soviética, muitos intelectuais e políticos de esquerda queriam que os partidos comunistas fizessem o acerto das contas com o estalinismo, bem como cobravam para a esquerda refletir sobre o sofrimento provocado pelos regimes comunistas no Leste da Europa. É verdade, não podemos negar este aspecto trágico do socialismo real. Porém, a reelaboração do estalinismo não resolve o problema da criação de uma nova esquerda. O desafio para uma nova agenda de esquerda é retomar o patrimônio teórico-prático do marxismo numa perspectiva compatível com o estado capitalista democrático, mas que não descarta a revolução. Parafraseando as palavras de Lucio Magri: “O PCI morreu, mas a Itália não está melhor”, podemos dizer: “o comunismo acabou, mas o mundo, e a esquerda, não estão melhores”.

Já o secretário do PCI Enrico Berlinguer tinha falado na década de 1970 algo nesta direção: “está se esgotando o impulso da União Soviética”. Berlinguer queria dizer: 1. O socialismo real foi trágico, mas protegeu a classe trabalhadora internacional das transformações e das crises cíclicas do capitalismo; 2. Seria impossível garantir o estado do bem-estar keynesiano sem o amparo da União Soviética; 3. O impulso da União soviética foi se esgotando desde a década de 1970, mas isso não justifica o revisionismo da esquerda, ansiosa de cortar os laços com o socialismo real para se entregar ao avanço sem freios do capitalismo financeiro, neoliberal, globalizado.

Nesta perspectiva de repensar uma nova agenda de esquerda, o próprio Berlinguer teorizava o caminho do “compromisso histórico” com as forças conservadoras a serviço do capital, no contexto do eurocomunismo da década de 1970. Mas o caminho indicado para Berlinguer foi rapidamente abandonado pelos partidos de esquerda. Logo, a “terceira via”, surgida no governo trabalhista australiano no fim da década de 1980, ganhava o consenso dos socialdemocratas a nível mundial, na perspectiva teórica de Antony Giddens (1998), tentando de conciliar capitalismo, economia de mercado e socialismo. Clinton nos EUA, Blair na Inglaterra, mas também Mitterand na França, González na Espanha, Craxi na Itália, e na América Latina Lagos no Chile se entregaram de forma entusiástica a “terceira via”, aberta por um lado a incorporar alguns dos princípios do neoliberalismo econômico, mas pelo outro mantendo alguns dos objetivos tradicionais do socialismo.

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No plano teórico, este processo de transição da esquerda estava se alinhando com alguns dos temas centrais da nova onda revisionista da década de 1990 – alimentada também pela teoria do “fim da história”, de acordo com a qual os dois grandes “inimigos” da democracia liberal, nazismo e comunismo são tratados como variantes da mesma atitude criminosa (COURTOIS, 1997): o “genocídio de classe” é colocado no mesmo nível do “genocídio racial”, o gulag stalinista já parece ser geneticamente inscrito na Revolução bolchevique de 1917, da mesma forma que a “solução final” está enraizada na Weltanschauung hitleriana. A esquerda, ansiosa de cancelar os crimes do estalinismo, acabou perdendo a necessária revisão crítica de uma história e de um patrimônio de valores que não pode ser associada apenas ao totalitarismo estalinista. A extensão do sistema político soviético à inteira história do comunismo acabou comprimindo o significado histórico das diferentes fases da experiência comunista – entre os extremos opostos da libertação e da degeneração – dentro de uma única leitura caraterizada por uma relação trágica e fatal entre ideologia e terror. Algumas obras são expressivas desta tendência (ROUSSO, 1998; FLORES, 1998; KERSHAW & LEWIN, 1999), embora a própria H. Arendt (1958), mesmo numa época marcada por um utilizo ideológico do conceito de totalitarismo, convidava a encontrar a ação do terror totalitário só na Rússia stalinista desde os anos 1930 – com as grandes purgas, a liquidação de inteiros grupos sociais e quadros dirigentes do partido, “a ideologia burocrática”, o “culto de Stalin”, as deportações em massa, os campos de concentração e na sua exportação aos países da Europa Central e Oriental após o fim da Segunda Guerra Mundial.

Enquanto a direita, a serviço dos ricos e poderosos do mundo, iniciava um processo de reinvenção da sua bagagem ideológico-política, desde a segunda metade da década de 1980 e ao longo da década de 1990. Em torno de novos temas quais o populismo “antipolítico”, a crise da representação tradicional e a imigração entre os principais, a esquerda oscilou ambiguamente entre a aceitação dos dogmas neoliberais e a defesa de alguns princípios clássicos do socialismo quais o aumento das políticas públicas de cunho social para reduzir a desigualdade produzida pelo neoliberalismo.

No plano político, entre as demais consequências da crise da esquerda estava a sua incapacidade de reagir ao perigo de extinção da própria categoria de esquerda, rapidamente absorvida pelo pensamento único globalizado, que pretende se afirmar também cancelando qualquer oposição num comunitarismo indistinto, sem classes sociais. O objetivo era criar uma simetria perfeita entre as categorias direita-esquerda (STERNHELL, 1989), fascismo-antifascismo, reduzidas a categorias obsoletas do século XX e, portanto, não adequadas para compreender a nova ordem mundial global e neoliberal. Concordamos com Norberto Bobbio, quando reafirmava a necessidade de manter a dicotomia direita-esquerda (BOBBIO, 1995), dado que elas são portadoras de duas visões do mundo totalmente opostas, elaboradas como fundamento de um projeto ideológico-político bem definido, que vai até além do campo político, para caracterizar também diferentes concepções das relações sociais quotidianas (PIERUCCI, 1990).

É um ponto de partida necessário. Porém, não é suficiente. As perguntas colocadas por muitos analistas desde a década de 1990 são: “O que sobra da esquerda?” e “Em torno de quais novos valores precisamos repensar a nova esquerda?”.

Rosa e Gramsci: ideias para uma nova esquerda

Repensar a esquerda hoje, passa necessariamente para o patrimônio teórico e prático de Rosa Luxemburgo e Antonio Gramsci. Ou seja, refletir sobre a unidade de teoria e prática revolucionária diante um processo capitalista que está produzindo “uma nova racionalidade mundial” de cunho neoliberal (DARDOT; LAVAL, 2010), consequência das crises cíclicas do próprio capitalismo.

É notório que na área do socialismo europeu Rosa Luxemburgo foi uma das primeiras a perceber o fim da sociedade liberal entre a segunda metade do século XIX e o início do século XX. No entanto, para ela, o fim do liberalismo clássico sob o impulso da sociedade de massa e dos nacionalismos imperialistas era mais um desafio a teorizar que a “razão vai prevalecer”, desde que esquerda não ficasse confinada na “torre de marfim” do seu racionalismo cartesiano e iluminista.

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Rosa Luxemburgo nunca aceitou as teorias deterministas de Plekhanov sobre “o colapso inevitável do capitalismo”. As leis e a ação humana constituem a trama do pensamento dela. Desta forma, se a lógica do capital deve levar necessariamente para o colapso, de acordo com a dialética marxista da história, é também importante destacar que no pensamento de Rosa a ação humana das lutas de classe se dá no terreno da política, mediante o protagonismo das massas populares (LUXEMBURGO, 1912). Trata-se de uma concepção democrática do socialismo que, sem desconsiderar as contradições do capital e a perspectiva revolucionária nele ínsita, teoriza o avanço da classe trabalhadora pela via democrática e socialista.

Em Rosa Luxemburgo o realismo convive com a utopia comunista. Nesta perspectiva, o dilema da ação revolucionária se resolve na política como arte, entregue ao partido de luta de governo. É a grande lição teórico-metodológica dela. A teoria da práxis, pensada como “teoria para a prática, teoria da prática” (LOUREIRO, 2004) de Rosa Luxemburgo trilha o caminho de um novo movimento da classe trabalhadora internacional, organizado pela esquerda, porque convida a refletir sobre a base do consenso de massa aos fascismos, aos autoritarismos, aos avanços das direitas de Trump nos EUA, de Salvini, Le Pen, e Orban na Europa, de Bolsonaro no Brasil, em direção da luta de classe como rumo privilegiado, ao qual atrelar as lutas raciais, e aquelas de gênero e identidade.

Há um fio condutor entre Rosa e Gramsci. Ele se dá sobretudo na capacidade de ambos de ganhar amplo consenso nas massas trabalhadoras. Os Quaderni del carcere oferecem elementos fundamentais para discutir a atual conjuntura mundial (FRESU, 2020). É uma leitura que vai além da hagiografia gramsciana feita por Palmiro Togliatti e o Partido Comunista Italiano. Retomando aspectos marginalizados do seu pensamento, Gramsci hoje deve ser pensado como o teórico de uma síntese entre o leninismo e a socialdemocracia clássica. Se o estatismo leninista da Revolução soviética não podia ser reproduzido nas sociedades de capitalismo avançado, Gramsci estava então estudando a estrutura da dialética Estado-Sociedade Civil no Ocidente. Uma sociedade não morre antes do desenvolvimento de todas as forças produtivas no seu seio, era o seu diagnóstico sobre o Ocidente. A revolução é então um longo processo mundial, por etapas. O blocco storico entre classes diferentes avança – como no pensamento de Rosa Luxemburgo – não apenas em acordo com as leis “cientificas” do capitalismo, mas sobretudo em acordo com uma nova “hegemonia política”, produzida pela vontade da classe trabalhadora de se organizar de forma consciente.

Com Rosa e Gramsci avança o novo partido da esquerda, em continuidade com o leninismo e com a socialdemocracia. Mas a proposta deles é diferente, porque é ciente que no Capitalismo ocidental é possível abrir novos espaços de lutas, de ações coletivas e de avanços sociais. E isso mesmo que hoje os dois iriam propor a uma classe dirigente desejosa de refletir sobre o patrimônio do marxismo e do comunismo, visando criar uma nova agenda de esquerda.

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Referências

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Cite-nos

Gentile, Fabio. “O comunismo acabou, mas o mundo não está melhor”: reflexões para uma nova agenda da esquerda a partir de Rosa Luxemburgo e Antonio Gramsci. Forca de Judas, Porto Alegre, v. 2, n. 3, 2021. Disponível em: <https://revista.judasasbotasde.com.br/232021/o-comunismo-acabou-mas-o-mundo-nao-esta-melhor-reflexoes-para-uma-nova-agenda-da-esquerda-a-partir-de-rosa-luxemburgo-e-antonio-gramsci/>. Acesso em 17-07-2024

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